quinta-feira, 7 de abril de 2016

Vivendo e aprendendo: Montevidéu

Mercado del Puerto em Montevidéu. Foto: GC/Blog Vambora

Algumas coisas que você deve saber se está com vontade ou vai fazer uma viagem para Montevidéu no Uruguai:

- O aeroporto de Carrasco em Montevidéu é impressionante!!! Me deixa com MUITA, mas muita vergonha dos nossos aqui no Brasil. Grande, moderno e atenção mulheres: com um freeshop incrível!!! Muita variedade é ótimos preços! Vale garantir um tempinho para aproveitar.

Aeroporto de Carrasco em Montevidéu

- Casa de câmbio do aeroporto?! Como na maioria dos lugares, é exorbitante a diferença. Troque somente o necessário para o taxi e depois faça o câmbio na cidade mesmo. Uns 900 pesos uruguaios (menos de R$ 100) devem ser suficientes para você ir do aeroporto para seu hotel, em qualquer parte da cidade.
Do aeroporto para o hotel? Há linhas de ônibus que fazem o trajeto de lá para as principais rodoviárias e estações da cidade; bom para quem está com mala pequena e vai no verão. No inverno, o frio é cruel e ficar esperando o ônibus por lá, no vento, não é legal. Há taxis do aeroporto, mas o mesmos cobram uma taxa “especial” (diga-se, bem mais cara) que os taxis normais. Para dar uma economizada, depois de fazer a reserva no seu hotel, peça que eles enviem um taxi para buscar você. Economia de uns 50%!
- Os taxis de Montevidéu são velhinhos mesmo e possuem uma janela dividindo o motorista dos passageiros. Nada daquele bate papo entre motorista e passageiro. O pagamento é feito através de uma tabela de conversão: tantos km rodados = Valor na tabela.
Taxis em Montevidéu
- Os ônibus são uma ótima maneira de passear por Montevidéu. Baratos (cerca de 18 pesos, ou mais ou menos R$ 1.80), limpos, frequentes, nada lotados e bem óbvios de serem usados! Na frente de cada um, um letreiro colorido indica o ponto final: Carrasco? Vai para Carrasco! Ciudad Vieja? Vai para cidade velha! Sem pagadinhas!
- Além do El Palenque no Mercado Del Puerto, outros restaurantes em Montevidéu que vale experimentar são o Francis e o El Viejo y Querido, nos bairros de Pocitos e Carrasco. A Mousse de Dulce de leche do Francis e o Clericot (uma sangria feita com vinho branco) do El Viejo, foram, respectivamente, a melhor sobremesa e a melhor bebida experimentada nos últimos tempos. MUITOOO BOMM! Vale a visita por isso, alem dos ambientes super charmosos e preços ótimos!
Sobremesa no Restaurante Francis
Onde se hospedar em Montevidéu? Indico totalmente os bairros de Pocitos e Punta Carretas. A região central é mais barata, mas durante a noite, perambular entre os diversos bares, restaurantes e lojas de Pocitos é MUITO melhor do que fazer isso no centro. Além disso, a Rambla (o calçadão dos uruguaios em frente ao rio da Prata) fica pertinho e uma volta nele é sempre um passeio gostoso.
Em Punta Carretas fiquei no Regency Golf, meu primeiro hotel boutique da vida! Quartos espaçosos, confortáveis, lindos (alguns com até vista para o rio), café da manhã ótimo e o melhor:localização de primeiríssima, praticamente em frente ao shopping Punta Carretas (fácil transporte para toda cidade) e distância de 2 quadras da Rambla e dos bares e restaurantes mais legais da cidade.Custo x benefício de primeira!
Hotel Regency Golf Montevideo
Quantos dias? Um final de semana prolongado (chegando na sexta e indo no domingo a noite ou segunda de manhã) é perfeito para conhecer a cidade e dizer que viu quase tudo, turisticamente interessante. Se a vontade é passear e descansar, um feriado prolongado cai perfeitamente na cidade, sendo 4/5 dias ideais para aproveitar tudo sem correria e ainda fazer algum bate e volta (seja para Punta Del Este, seja para Colônia Del Sacramento – as duas outras cidades mais turísticas do país).
Sabendo disso, Vambora então quando para Montevidéu?

terça-feira, 5 de abril de 2016

7 dicas do Atacama: o essencial para planejar a sua viagem

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O deserto do Atacama é um dos lugares mais espetaculares do mundo. Para nossa sorte, está aqui do ladinho, no Chile, e basta uma viagem curta para conhecer suas principais paisagens, sem deixar nenhum passeio importante de fora. Quer montar um roteiro redondo pelo deserto? Então aproveite essas dicas do Atacama:

1 | Qual a melhor época para visitar o Atacama?


O deserto do Atacama é um destino para o ano inteiro. Viajando em qualquer mês você vai experimentar temperaturas tanto altas quanto baixas — a grande amplitude térmica é uma das principais características dos desertos. Para quem não tem medo de frio, a recompensa de viajar no inverno é encontrar paisagens nevadas. Para quem só pode viajar durante o verão, a boa notícia é que os passeios costumam acontecer ou cedo pela manhã, ou no final da tarde, fora do horário de calor mais intenso. (O inconveniente-surpresa, na verdade, são as chuvas — sim, chuvas! — que de vez em quando aparecem entre dezembro e março, durante o chamado “inverno altiplânico”.) Se você pode viajar na primavera ou no outono, tanto melhor; fora da altíssima temporada, hotéis vão ter tarifas 
melhores, e a variação de temperatura ao longo do dia vai ser menos drástica.
Caso você pretenda fazer a (recomendadíssima!) observação de estrelas, atenção ao calendário lunar: as sessões não acontecem durante a lua cheia.
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2 | Quantos dias são necessários para uma viagem ao Atacama?


Você precisa de 6 dias para uma viagem ao deserto do Atacama sem deixar nenhum dos principais passeios de fora do roteiro: além de um dia para a chegada (e agendamento de passeios), 4 dias de tours pelo deserto, e mais outro dia para a volta pra casa.
Não tem esse tempo todo para a viagem? Com 5 dias ela também vale o deslocamento e a grana investida, embora você possivelmente vá precisar encarar a difícil tarefa de limar do roteiro pelo menos um dos passeios que dão dó de perder.
Se você só tem 4 dias ou menos, melhor esperar por outra oportunidade para fazer a viagem – pode acreditar.

3 | Onde se hospedar no Atacama?


dicas do atacama tierra atacama

O pequeno vilarejo de San Pedro de Atacama é a base para se conhecer o deserto. Se puder bancar os hotéis mais bacanas, que têm passeios e refeições inclusas, não hesite nem por um segundo. O serviço prestado é de alto nível, e a experiência no deserto vai ser ainda mais especial.
Se o bolso não permitir, fique tranqüilo: no centrinho do vilarejo, bem onde estão as agências de receptivo, restaurantes e lojinhas, há pousadas charmosas e confortáveis.

4 | Quais são os melhores passeios no Atacama?


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Nas agências de receptivo de San Pedro de Atacama e nos hotéis que organizam os próprios tours são oferecidos passeios para todo perfil de viajante, seja o seu barato a arqueologia ou os esportes radicais. Mas há um certo consenso sobre as paisagens principais do deserto, aquelas que não se deve sair do Atacama sem conhecer:
  • O Valle de La Luna e o Valle de La Muerte;
  • O Salar de Atacama;
  • As Lagunas Altiplánicas;
  • O Salar de Tara;
  • Os Geysers del Tatio.
Todos esses lugares podem ser visitados em passeios que partem de San Pedro de Atacama e são organizados pelas agências locais. O passeio mais longo é o de Salar de Tara, que toma manhã e tarde completas. A dupla Valle de La Luna/Valle de La Muerte e o Salar de Atacama ficam mais perto do centrinho de San Pedro e podem ser visitados em um mesmo dia, ou combinados com outras atividades.
Complete o roteiro com cavalgada, trekking, passeio de bicicleta, flutuação na Laguna Céjar, banho em águas termais nas Termas de Puritama. O Atacama é um dos melhores lugares do mundo para observação de estrelas, e vale muito a pena reservar uma noite para um tour astronômico.

5 | Todo mundo passa mal com a altitude no Atacama?


Não é regra, mas é comum sentir um efeito ou outro da altitude enquanto o corpo se adapta: dor de cabeça, tontura, falta de ar ou enjôo são comuns. Para evitar o mal estar:
  • Comece os passeios por aqueles em menor altitude;
  • Pegue leve nas bebidas alcoólicas e não faça refeições pesadas;
  • Tome água em pequenos goles, o tempo todo;
  • Caminhe com calma e respeite o seu ritmo.

6 | O que levar na mala para o Atacama?


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Fazer mala para o Atacama é praticamente comprar um desafio: já imaginou ter biquíni, camiseta, gorro e cachecol dentro de uma mesma bagagem, e efetivamente usar tudo isso?
Um bom traje para passeios em qualquer estação do ano é camiseta, calça esportiva e jaqueta corta-vento, levando junto na mochila um agasalho mais quente, como um fleece, para os tours de maior altitude (Lagunas Altiplánicas, Salar de Tara). No passeio dos Geysers del Tatio, que acontece muito cedo pela manhã, mesmo nos meses de mais calor as temperaturas são negativas, e é preciso ir muito bem agasalhado: meias e segunda pele térmicas, blusa de manga comprida, calça quentinha, um bom casacão de inverno, gorro, luvas e cachecol.
No verão, use bermuda para passear na cidade ou em tours em menor altitude, onde vai estar mais quente (Valle de La Luna/Valle de La Muerte, Salar de Atacama). No inverno, reforce a mala com blusas de manga longa.

dicas atacama passeios valle de la luna

Os calçados ideais para este tipo de viagem são aqueles de trekking, mas tênis de caminhada bastam para fazer os principais passeios com conforto.
Leve também roupas de banho para os passeios com mergulho em águas termais ou lagoas (Geysers del Tatio, Termas de Puritama, Laguna Cejar).
Além disso, é primordial, essencial e importantíssimo (frisei o suficiente?) não esquecer de colocar na mala:
  • Óculos de sol – e nem tente visitar os Salares sem eles;
  • Colírio ou soro fisiológico contra a falta de umidade e a poeira;
  • Hidratante para o corpo e para as mãos;
  • Chapéu ou boné para não queimar o cocuruto;
  • Filtro solar dos bons, que o sol por lá não é brincadeira;
  • Protetor labial;
  • Lenços de papel e gel antisséptico, que muitas vezes o banheiro é ao ar livre, se é que você me entende.

7 | Que moeda levar para o Atacama?


dicas do atacama Peso chileno

Se você vai direto ao Atacama, sem se hospedar antes por alguns dias em Santiago, leve dólares. A cotação do dólar é melhor do que a cotação do real em San Pedro de Atacama, embora, na realidade, as casas de câmbio no vilarejo sejam bastante informais e não tenham cotação exatamente boa para nenhuma das duas moedas. A cotação do dólar em San Pedro de Atacama em janeiro de 2016 era a mesma praticada no aeroporto de Santiago (ou seja, a pior cotação de Santiago é a melhor cotação de San Pedro).
Aproveite para usar o cartão de crédito sem se remoer tanto pelo peso do IOF; o câmbio de pesos chilenos para dólar será melhor do que o oferecido pelas agências locais. (Claro que o risco de desvalorização do real até o vencimento da conta existe, mas se o real não desvalorizar é possível que o cartão de crédito seja o melhor negócio.)
Não se esqueça que para conseguir isenção de 19% de IVA no seu hotel você precisará pagar em dólar vivo ou com cartão de crédito. (Se o hotel não estiver pré-pago, leve dólares vivos para pagar a hospedagem lá.)
Se você vai ao Atacama depois de uma estadia em Santiago, leve reais ou dólares para trocar na capital antes de seguir viagem para o deserto. As casas de câmbio do centro e dos bairros principais de Santiago têm as melhores cotações.
Cartões de crédito são aceitos em muitas lojas, restaurantes, hotéis e agências de receptivo, e existe caixa automático no centrinho do vilarejo para saques de emergência.
E não custa nada repetir: não vale a pena comprar pesos chilenos no Brasil. A cotação parece vantajosa, mas é enganosa: a margem de lucro das corretoras ao comercializar moedas fracas é muito maior do que a que obtém vendendo dólar.

domingo, 3 de abril de 2016

Destinos nacionais para curtir a Lua de Mel!

“Quem casa quer casa”, mas antes quer uma linda e perfeita lua de mel, concorda? Contudo, aquele momento à dois, às vezes, é deixado de lado pela falsa ideia de que a noite de núpcias pede um elevado investimento, ou um planejamento sem fim. Mas, de norte a sul do Brasil você encontra lindos destinos para curtir a lua de mel, mesmo com o orçamento apertado!
Quer algumas ideias? Veja as opções de destinos para todos os gostos e bolsos que escolhemos para você!

Costa do Sauípe – Bahia

Começamos nossa lista com um destino para aqueles noivos que querem curtir a lua de mel em grande estilo. Esse cantinho do litoral baiano fica na região de Mata de São João e possui um aglomerado de 5 hotéis que vão desde o básico até um resort de luxo. Sauípe é considerada o maior complexo de turismo do Brasil e por aqui acontecem festas durante o ano inteiro.


Como destino de lua de mel é perfeito por inúmeros motivos. Além de você conseguir ótimos lugares para se hospedar, o cenário contribui completamente para o clima romântico que o momento pede. O mar verde, a praia praticamente deserta e cercada por coqueirais incríveis vai, com certeza, proporcionar os melhores primeiros dias de casados.
É comum ver casais circulando pela Costa do Sauípe Costa do Sauípe e com uma boa programação você vai adorar passar sua lua de mel aqui!

Bonito – Mato Grosso do Sul

Nós já demos 7 motivos para conhecer Bonito, no Mato Grosso do Sul. Essa cidade é uma das mais procuradas por viajantes amantes da natureza e da geografia brasileira. Bonito já foi citada muitas vezes em guias nacionais e internacionais como sendo um dos “eco destinos” mais queridos do nosso país. Se o casal ama destinos ecológicos, não dispensa uma boa trilha e curte mergulhar, que tal passar a lua de mel por aqui?
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Lindas cachoeiras, lagos de águas transparentes, uma rica fauna e flora e momentos a dois que com certeza ficarão guardados para sempre na memória do casal. Vocês terão aproximadamente 5 mil quilômetros de área preservada para explorar, pela quantidade de dias que desejarem. Tem muito o que fazer em Bonito.
O melhor de tudo é que Bonito é um destino para todos os bolsos e gostos. Se vocês não reservaram um valor maior no orçamento do casamento para a lua de mel, não tem problema. Vocês podem optar por hotéis mais bem estruturados, com ares de resorts paradisíacos ou se aventurarem pelas trilhas e campings da região, como a famosa Trilha do Mirante, no Parque Ecológico do Rio Formoso.

Fernando de Noronha – Pernambuco

A ilha de Fernando de Noronha é um destino dos sonhos para qualquer brasileiro. Muito se fala sobre esse lugarzinho paradisíaco de Pernambuco e a boa fama da ilha não cresceu à toda. Cada ponto de Fernando de Noronha é de encher os olhos. Chegar aqui custa um pouco mais do que o acesso à muitos destinos brasileiros, mas com a programação financeira correta você consegue curtir o destino em sua lua de mel e sem grandes exageros.

Por ser uma reserva completamente preservada, chegar em Fernando de Noronha vai pedir um investimento de pelo menos dois mil reais, independente da época da sua viagem, porém, pousadas, hotéis e muitos passeios podem custar menos se você casar e viajar em meses onde o fluxo de turista é baixo. Curtir as praias, praticar mergulho, fazer trilhas ecológicas, ou circular por pontos históricos importantes da ilha são alguns dos muitos atrativos e das programações para Fernando de Noronha. Você com certeza terá muitas opções de o que fazer na ilha enquanto estiver por aqui.

Gramado – Rio Grande do Sul

Em casadinha com Canela, a cidade serrana de Gramado, no Rio Grande do Sul, é aquela gostosura de destino para lua de mel de casais que procuram um local mais romântico e aconchegante para passar seus primeiros dias de casados. Dependendo da época da sua viagem, você encontrará atrativos incríveis por aqui. O Natal Luz, em dezembro, por exemplo, é quando a cidade fica repleta de turista e aquele clima lúdico do Natal toma conta de tudo. Vale muito a pena conhecer Gramado nessa época do ano.
Mas, quem pensa que só de inverno vivem as cidades serranas, engana-se bastante! Gramado oferece muitas atrações durante o verão e também se torna um cantinho mais que especial para uma viagem a dois. O popular Lago Negro, por exemplo, ganha ares e flores totalmente diferente na estação mais quente do ano e um sol caprichado dará bem mais luz aos seus passeios. Que tal experimentar a dica?

Jericoacoara – Ceará

O pedacinho do paraíso na terra está no Ceará, Nordeste do Brasil. A querida Jeri é uma praia do litoral Norte do estado e que guarda belezas incríveis. Com um dos pores do sol mais incríveis que você apreciará em sua vida, a praia de Jericoacoara é também destino preferido de casais durante o ano inteiro. Por aqui você encontrará atrativos para todos os gostos e bolsos.


Com muitos passeios e praias para curtir, encontrar o que fazer em Jericoacoara não será uma atividade muito complexa. Não deixe de fazer os passeios tradicionais, como visitar a Pedra Furada, andar de bugre pela costa até Jijoca, curtir um final de tarde na duna do pôr do sol e caminhar pelas ruas pequeninas admirando a cenário rústico dessa graciosa vila de pescadores cearenses.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

O que visitar em Veneza

1. Praça São Marcos

É, inevitavelmente, o grande salão de visitas de Veneza, ou como escreveu o poeta parisiense Alfred de Musset, a Praça São Marcos é o salão mais elegante da Europa. Elogios à parte, esta imponente praça, iniciada no século IX, é um preâmbulo à cidade, é onde primeiro se sente o ritmo de Veneza. Turistas de máquina fotográfica em punho cruzam-se com venezianos, comerciantes de ocasião e gaivotas que voam embevecidas. E nós de olhar erguido perante o espetáculo patrimonial: daqui avista-se o Grande Canal, o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio, a Antiga Procuradoria, a Ala Napoleónica, o Campanário de São Marcos, a Biblioteca Marciana.
Praça São Marcos, Veneza

2. Basílica de São Marcos

Magnificente, esta catedral obriga-nos, quer vista de fora, quer no interior, a erguer o pescoço até ao céu, num misto de espanto e admiração, mesmo para os menos religiosos, ou menos sensíveis à arquitetura. É impossível ficar indiferente a tamanha grandiosidade, até porque é considerada uma obra-prima da arte bizantina fora do Império do Oriente aonde acorrem milhares de peregrinos. No dia em que a visitamos, o exterior da Basílica estava em trabalhos de restauro e recuperação.
Visitar Veneza: Basílica de São Marcos

3. Campanário

É considerado o prédio mais alto de Veneza, com 98,5 metros, construído no século IX até o século XII. Em 1902 colapsou e a forma atual é de 1912. É denominado de “O Senhor da Casa” pelos venezianos e, no topo, além de se poder ter uma vista aérea panorâmica sobre o Grande Canal, a Praça São Marcos e a Lagoa, está uma estátua de três metros do Arcanjo Gabriel, assente num cata-vento. Os venezianos creem que quando o anjo gira em direção à Basílica significa que a Acqua Alta está a a chegar.
Campanário Catedral São Marcos, Veneza

4. Palácio Ducal

A visita a este Palácio monumental, construído entre 1309 e 1424, exige já por si, praticamente, umas boas 3 horas da nossa agenda, devido à tamanha riqueza patrimonial que ali se encontra. É considerado uma obra de arte, símbolo da arquitetura gótica e foi “casa” do doge, dirigente máximo da República de Veneza. A entrada é mesmo por baixo da arcada do século XII e tem um itinerário secreto que deve ser marcado com antecedência: uma visita guiada por pequenas celas, entre as quais onde esteve Giacomo Casanova, a Sala dos Inquisidores, espaços de controlo e poder, entre outros.
Palacio Ducal, Veneza

5. Ponte dos Suspiros

É um dos pontos inevitáveis em Veneza. Olhar esta ponte que faz a ligação entre o Palácio Ducal (símbolo, também da Justiça, da República de Veneza) ao antigo Presídio, Prigioni Nove, é um recuo no tempo, até porque a lenda que se lhe associa remete a nossa imaginação para o passado, para o tempo em que os prisioneiros, ali suspiravam pelo dia da liberdade, pois era dali que vislumbravam a cidade pela última vez, antes da reclusão.
Veneza: Ponte dos Suspiros

6. Riva degli Schiavoni

Este é um dos grandes calçadões de Veneza, que vai desde o Palácio Ducal, em direção este, a Santa Elena, região conhecida pelo parque e por ser casa da Bienal de Veneza. É um calçadão conhecido mundialmente, movimentado, construído no século IX aonde acorriam os pescadores do mar Adriático. Neste percurso encontra-se a estátua em homenagem a Victor Emanuel II e a Igreja de Santa Maria della Visitazione, a Pietá local.
Gôndolas em Riva degli Schiavoni

7. Santa Elena

Seguindo pela Riva del Schiavoni chegamos a um pequeno oásis veneziano. Sant’Elena, no Sestiere de Castello, é considerado o lado mais sereno de Veneza, um “bairro” tranquilo, longe do barulho turístico do centro de Veneza. É comum, por aqui, ver-se famílias a passear, várias pessoas a fazer jogging ao final do dia, casais a namorar, jovens de bicicleta. Perto fica a Igreja de Santa Elena e os jardins da Bienal de Veneza. Esta área é ideal para passear, e parar a apreciar o pôr-do-sol, quando o tempo assim convida.
Santa Elena, Veneza

8. Ponte Rialto e o Grande Canal

É uma das quatro pontes majestosas que une as margens do Grande Canal e considerada um dos ex-líbris de Veneza. Por baixo dos arcos quebrados que ostenta passam, diariamente, centenas de embarcações e dela avista-se o horizonte líquido da cidade. A Ponte Rialto, a mais antiga da cidade, foi construída entre 1588 e 1591 e projetada por António da Ponte. Tem duas rampas em escadas dos dois lados e além de charmosa e movimentada é, habitualmente, o ponto de referência para encontros. Durante o Verão, à noite, é comum os jovens dedicarem-se à audácia de saltar dela para o grande canal, como se uma piscina tratasse. Ideal para ver a cidade a começar, ou o dia a findar, a preparar-se para a movida da noite.
Visitar Veneza: Ponte Rialto

quinta-feira, 31 de março de 2016

Vivendo e aprendendo: Coisas do Uruguai – Dicas e curiosidades de viagem

Algumas curiosidades e dicas de viagem que você deve saber se está com vontade ou vai fazer uma viagem ao Uruguai:

No verão as cidades parecem um forno! Muito calor, sendo que pegar uma “praia” no rio da Prata é quase uma necessidade. No inverno, adivinha? Muito frio, MESMO! O vento que salva o verão no rio da Prata, é cortante no inverno. Se for nessa época vá preparado com roupas invernais (diga-se casacão, segunda pele, gorro, cachecol, luvas) e esteja preparado para um tempo um pouco inconstante: devido a proximidade com o rio, os ventos mudam rapidamente o clima do lugar, passando de um dia de céu azul e sol, para uma garoa intermitente em questão de poucas horas.
O rio da Prata tem o apelido de Mar da Plata por um simples motivo: é larguíssimo e engana muita gente! Até ondas fortes a orla tem! O que não engana é a sua cor e cheiro: um azul bem escuro amarronzado e nada daquele cheiro de praia?! Então é rio!
Rio da Prata. Foto: Tiago Zaniratti, Flickr
Os uruguaios AMAM futebol, tanto ou mais como nós brasileiros. Muito engraçado falar disso com eles, porque lá o assunto é levado muito super a sério!
-  O que comer no Uruguai? Como já disse num outro post, não dá para ir ao país e não comer uma parrillada. É paixão nacional: você vê uma parrilha, literalmente em cada esquina (do restaurante ao canteiro de obras!)
Parrillada em Montevidéu. Foto: GC/Blog Vambora
-  E por falar em comida, uma outra especialidade local incrível é o doce de leite! O melhor de todos os tempos! A marca mais gostosa é a Conaprole (que inclusive tem um restaurante/confeitaria em Montevidéu). E se o doce de leite é bom, o alfajor é maravilhoso! Tem até um rixa para saber quem faz o melhor alfajor: argentinos ou uruguaios…..estou até agora na dúvida! Para tirar a sua prova, vá em qualquer supermercado da cidade e prove umas das 10 marcas locais, sendo a Punta Balena a mais famosa!
Panqueca de doce de leite no Uruguai. Foto: GC/Blog Vambora
Outros quitutes famosos são o chivito (uma espécie de X-tudo deles), o Pancho (um cachorro quente servido com um “molinho especial”) e a pizza de fainá (massa de grão de bico). Experimentei todos durante a viagem, nas famosas lanchonetes La Pasiva e Chiviteria Marcos. Conclusão? Hum…chivito é X-tudo, meio nojentao, mas mata a fome; Pancho é um hot-dog normal e eu não achei nada demais o molho (ate um pouco estranho para falar a verdade) e por fim a pizza de faina, a comida mais inusitada, mas peça com queijo por cima para ficar mais gostoso.
- Das bebidas, todos amam Cerveja! Peça sem medo as locais Zillateral (ou Zilla como eles chamam por lá) e Patrícia. Para variar um pouco, a sangria local Clericot (de vinho branco) e o medio y medio, são doces e super gostosos. Para fugir do álcool, o refrigerante Paso de los Toros (de grapefruit) só tem lá e é uma ótima pedida.
Clericot. Foto: Divulgação
- Por falar em bebida,os uruguaios não desgrudam do seu chimarrão e garrafa térmica. Parece quase uma dependência química, porque a quantidade de gente parada em ponto de ônibus, andando na rua e até mesmo parando o carro no meio fio para tomar chimarrão não foi brincadeira.
- Outra coisa para reparar: a quantidade de cachorros e carros MUITO antigos nas ruas!!! Impressionante! E para isso eu não achei explicação!
E se você não fala bem espanhol, fique tranqüilo, porque eles tem faro para brasileiros.Duas meias palavras e já começam a falar um portunhol com você. Até tentei enganar um dia, querendo treinar meu espanhol dizendo que era Argentina, mas só escutei um “O seu R não me engana”…Droga! rs
- Existem voos diretos da GOL, TAM e Pluna para a capital Montevidéu. A Pluna, conhecida pelos seus voos baratos, realmente me surpreendeu pelo serviço e qualidade da aeronave. Mesmo pequena (assentos de 2 em 2), o espaço entre as poltronas (de couro) é razoável e mesmo sem serviço de bordo, as 2h30 de voo passam voando! Aprovado!
- Vai pegar a estrada para conhecer outras cidades? Vá tranqüilo, seja dirigindo seja pegando um ônibus. As estradas são boas e as empresas de transporte confiáveis e pontuais!
Estradas uruguaias. Foto: Derek Pettersson, Flickr

sexta-feira, 18 de março de 2016

Maceió é tudo de bom!

Praias de Maceió - Foto: Paloma Denaro

Maceió foi uma gratíssima surpresa que tive em minha vida. Nem bem tive tempo para pensar sobre como seria a capital alagoana e, de repente, já estava lá.
As praias são lindas e o mar em tons verde-esmeralda e azul é impressionante. Um probleminha… Todo mundo quer conhecer e passear por ali, o que as deixa muito cheias. Mas, vale a pena conhecer Ponta Verde, uma das melhores praias urbanas da cidade, Jatiúca e Cruz das Almas - ambas boas para o surf e Pajuçara, para quem procura agito.
Ao longo da orla são inúmeros barzinhos e restaurantes, com destaque para o Loupana, na Pajuçara, que reúne os dois lugares em um só. Locais e turistas se misturam num ambiente bastante descontraído, agitado pelo som do DJ, que toca à beira mar.
Mas, convenhamos ninguém vai à Maceió só para curtir praia lotada e balada! Os passeios oferecidos pelas agências de turismo são indispensáveis e bastante culturais. Alugar um carro também é opção, mas ouvir um guia local dando detalhes sobre a região torna a aventura ainda mais especial.
Ah! um detalhe importante. Sempre que viajar ao Nordeste e, se puder, escolha a lua cheia. As marés dão maiores condições de realizar os tours de barco, visualizando os arrecifes.
Acredito que mais importante do que “onde” estamos, é observar “quem” somos em cada situação que a vida nos apresenta. Estar realmente presente nos torna grandes observadores e, foi assim que cheguei a um dos litorais, sem dúvidas, mais bonitos que visitei no Brasil: de olhos bem atentos e coração aberto. Como tal, pude ver o belo e, é claro, também o feio.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Explorando o Circuitos das Águas Paulistas


Para todos os gostos e todas as idades, o Circuito das Águas localizado a 126 km de São Paulo oferece muitas coisas para quem conhecer as águas de aventura, o turismo acessível de Socorro, as fazendas de café de Amparo e a deliciosa picanha na pedra de Jaguariúna, além das flores lindas de Holambra, a cachaça de Monte Alegre do Sul, ou a capital do termalismo de Águas de Lindóia. Aqui quem escolhe é VOCÊ!
O Circuito das Águas Paulistas é um cluster formado por nove cidades que unidas trazem desenvolvimento para à região e se tornam aptas no competitivo mercado turístico.

Começamos por Amparo. Onde para aqueles que gostam de história, a cidade é uma ótima opção com seu colorido casario colonial, seu Festival de Inverno e a Fazenda Benedetti onde é possível degustar queijos, mel, e cachaça.
Já em Holambra, o turista encontra as famosas flores,  tours de bicicletas e delícias de doces holandeses. Em Jaguariúna, além da Estação da Maria Fumaça e a oportunidade de saborear a picanha na pedra, é possível se aventurar de snowboard, isto mesmo, snowboard. E em Monte Alegre do Sul existem 50 alambiques para se provar uma verdadeira cachaça artesanal.
O turista pode também neste roteiro fazer umas comprinhas em Pedreira que oferece uns mimos de porcelana. E para os românticos, Serra Negra oferece 70 hotéis fazenda, que são verdadeiros paraísos.
Por último visite Socorro. Com muitos hotéis que incluem várias atividades como o Parque dos Sonhos e uma cidade voltada para acessibilidade. É possível também visitar uma Feira Permanente de Malhas e comprar no atacado e varejo. Fechando este passeio, visite a capital do termalismo - Águas de Lindóia. Afinal, no turismo o que vale é experimentar e explorar. Porque viajar é a única coisa que nos deixa mais esperto, mais experiente e claro mais feliz.