quarta-feira, 13 de abril de 2016

Como tirar visto para Cuba

visto para cuba

Turistas que queiram visitar Cuba precisam providenciar visto antes de ingressar no país. Quem viaja de Copa Airlines, via Cidade do Panamá, tem a mordomia de poder comprar a tarjeta turística cubana diretamente com a cia. aérea, no dia do embarque. Já quem voa com outra companhia não pode esquecer de solicitar o visto para Cuba com alguma antecedência.
Visto para Cuba
  • Viajando Copa: compre com a cia.
  • Viajando com outra cia.: providencie com a embaixada ou consulado

Como solicitar visto para Cuba

Você pode pedir sua tarjeta turística presencialmente ou pelos Correios, via Sedex. Comparecendo com todos os documentos necessários ao setor consular da Embaixada de Cuba em Brasília, ou nos consulados de Cuba em São Paulo,Salvador ou Manaus, o documento fica pronto na hora. Caso precise fazer o pedido não-presencialmente, é recomendável postar a documentação com cerca de um mês de antecedência (o reenvio é rápido, mas vai que você dá o azar de alguma greve dos Correios cruzar o seu caminho...).
O visto para Cuba deve ser solicitado depois de compradas as passagens aéreas e reservados os hotéis ou casas particulares (ao contrário do que se recomenda nas solicitações de visto para os Estados Unidos, por exemplo). Os documentos e demais itens que devem ser apresentados ou enviados são:
Pedido presencial
  • Passaporte
  • Cópia da passagem de ida e volta
  • Formulário de requerimento preenchido
  • Dinheiro em espécie para pagamento da taxa do visto
Pedido via Sedex
  • Cópia das páginas 2 e 3 do passaporte
  • Cópia da passagem de ida e volta
  • Formulário de requerimento preenchido
  • Comprovante de depósito das taxas do visto e de envio
O formulário de requerimento é bastante simples de preencher e está disponível para download no site Cuba Diplomática; você precisa apenas informar alguns dados pessoais e o seu local de permanência enquanto estiver em Cuba.
O pedido presencial do visto é feito sem agendamento prévio, respeitando os horários de funcionamento dos consulados e da embaixada:
  • Setor consular da Embaixada de Cuba em Brasília: SHIS QI 05, conjunto 18, casa 1. Atendimento ao público de segunda a sexta, das 10h às 13h. 
  • Consulado de Cuba em Manaus: Rua Jacareúbas, 6. Atendimento ao público de segunda a sexta, das 9h30 às 12h30. 
  • Consulado de Cuba em Salvador: Rua Lord Cochrane, 66. Atendimento ao público de segunda a sexta, das 9h30 às 12h. 
  • Consulado de Cuba em São Paulo: Rua Cardoso de Almeida, 2115. Atendimento ao público de segunda a sexta, das 9h30 às 12h30. 
No caso de um pedido não-presencial, prefira fazer a solicitação ao setor consular em Brasília, que tem mais agilidade nas respostas por e-mail. Entre em contato através do endereço consulcubabsb@uol.com.br para pedir os dados bancários para depósito e confirmar a quantia devida.
O valor a ser pago pelo visto varia. A opção mais barata é fazer o pedido presencialmente; você vai pagar R$ 65 pela tarjeta turística em seu próprio nome. Se pedir o visto por alguém que não esteja presente, vai ser necessário pagar uma taxa extra por "trâmite não-pessoal". O valor mais alto é o do pedido do visto por Sedex: além de uma taxa de R$ 166, é preciso pagar mais R$ 50 que corresponde à taxa de envio (preços em 2016).
Confira os seus dados ao receber o visto, e apresente junto com o passaporte na imigração, ao desembarcar em Cuba. Posteriormente, sua tarjeta turística também vai ser pedida para check-in nos hotéis e casas particulares.
O visto para Cuba é válido por 30 dias corridos a partir da data de entrada no país, prorrogáveis por mais 30.
Saiba também que...
  • É obrigatório que o turista faça seguro-viagem para entrar em Cuba;
  • A vacina contra febre amarela não é exigida na imigração;
  • Não é mais cobrada taxa aeroportuária na saída do país.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O que fazer em Pequim

Pequim, Beijing, 北京, literalmente a “Capital do Norte“, não esconde as marcas de uma história com mais de três mil anos. Capital de impérios, foi casa de dinastias, palco de profundas revoluções e o resultado é tudo menos óbvio.
Escolher as cinco sugestões para visitar em Pequim não foi fácil, pois a cidade é frenética e caótica, a velocidade com que edifícios nascem, restaurantes, bares e lojas abrem, fecham, re-abrem antes de fechar novamente, continua a surpreender. Há sempre algo que acontece, algo novo para espreitar – o que faz com que mesmo vivendo há três anos em Pequim, continuo com a sensação de infinita surpresa!
Vais encontrar tudo o que preenche o teu imaginário de China numa escala diferente de tudo o que já viste. Serás um Lǎowài, um “velho estrangeiro”, por isso não te esqueças de trazer muita paciência,desenrascanço e bom humor.

1) Hutongs

                Hutong Nanluoguxiang, Pequim

Muitos dizem que o coração de Pequim bate nos hutongs, os característicos bairros desenvolvidos há centenas de anos e símbolo da história da cidade. De facto, desde artérias principais durante o período imperial, até condenados à extinção durante (e após) a revolução cultural, estes labirintos térreos resistem e são vitais para quem vive e visita a capital. É fácil uma pessoa perder-se nos hutongs de Pequim, nestas encruzilhadas de ruas apertadas, paradas no tempo, ladeadas em toda a extensão por corredores de muros cinzentos, não só pela similaridade das fachadas e cruzamentos como também pela falta de referências externas (é como se estivéssemos numa aldeia isolada da cidade).
Mais do que alugar uma bicicleta e deambular pelas ruas estreitas, como muitos guias aconselharão, oshutongs são melhor experienciados por quem os conhece depois do sol se pôr. Aí, trocam o ar residencial pacato por pontos de convívio, dinamizados pelas dezenas de bares e restaurantes escondidos no interior dos pátios ou mesmo no meio da rua. Anda de bar em bar, não te assustes com as constantes scooters e bicicletas em sentidos contrários, deixa-te perder até encontrares a próxima luz ténue no meio da rua.
                           O que visitar em Pequim: Hutong Baochao
Algumas escolhas pessoais são os hutongs de Baochao, onde poderás encontrar o Modernista, bar de música ao vivo, ou o de Fangjia, onde se situam os bares El Nido, Cellar Door e o Hot Cat Club (também palco de noites de Stand Up); o de Nanluoguxiang é dos mais animados e coloridos à noite, passear aqui é imprescindível; no hutong de Doujiao há o Great Leap (uma micro cervejaria), no Zhangwang o Palms L.A. (restaurante de fusão mexicana-coreana), no Xiguan o Cuju (restaurante marroquino com uma incrível carta de runs) e ainda o 4Corners (restaurante e bar) no hutong de Dashibei.

2) Templo de Dongyue

                              Visitar Pequim: Templo de Dongyue
Quem visita Pequim não deve perder o Palácio de Verão, o Templo do Céu, o Templo Yong He Gong ou mesmo o Templo de Confúcio. São marcos culturais e qualquer guia corretamente recomenda essas visitas. No entanto, se quiseres apreciar um templo riquíssimo em história, muito menos turístico e com uma personalidade distinta, aconselho vivamente uma passagem pelo Templo de Dongyue.
Fundado em 1319, este templo Taoista tem a particularidade dos seus três pátios principais serem todos ladeados com pequenos “departamentos”, cada um simbolizando um aspecto da vida taoista, numa espécie de burocracia divina surreal. Cada um destes cerca de 30 anexos recria uma situação emblemática com a divindade taoista Lao Zi rodeado de diferentes figuras coloridas, excêntricas, algumas animalescas e todas bem expressivas. “Departamento dos Fantasmas Perdidos” ou “Departamento das 15 formas violentas de morte” são alguns exemplos do que podes esperar.
Mesmo sem ser conhecedor das tradições ou fundamentos religiosos, no Templo de Dongyue podes observar os rituais de oração e adoração, boas exposições temporárias, um museu de costumes tradicionais e centenas de figuras bizarras, em ritmo divertido, relaxado e sem multidões.
Um bonus não relacionado: mesmo ao lado do templo existe um excelente mercado de electrónicos, desde computadores até cameras fotográficas. Sim, regatear é uma necessidade!

3) Templo da Terra

                                 Templo da Terra no inverno
Apesar da fama (e proveito) de grande metrópole cinzenta são muitos os parques que proliferam pela cidade de Pequim, desde os mais pequenos, típicos dos bairros antigos, até aos enormíssimos, como o de Chaoyang. São refúgios perfeitos para escapar ao barulho do trânsito, passear tranquilamente e até, em certos dias, respirar um pouco melhor.
Pela sua conveniente localização e boa preservação, o Templo da Terra (também conhecido como Ditan Park), outrora lugar de sacrifícios, é hoje ideal para o exercício físico, convívio ou simples relaxe. Para contextualizar historicamente, faz parte de um conjunto de quatro templos clássicos em Pequim, alinhados pelos pontos cardeais e respeitando assim a antiga crença de que aspectos cósmicos importantes poderiam ser simbolizados em direcções e formas. Neste sentido, o templo situa-se na zona norte da cidade (esta é a direcção associada ao elemento Terra) e os restantes Templo do Céu (ponto turístico obrigatório!), Templo da Lua e Templo do Sol localizam-se a sul, oeste e este respectivamente.
                              Parque do Templo da Terra, Pequim
Na verdade, o templo em si é bastante simples, quase desapontante, e representa uma pequena parte do complexo. O melhor desta sugestão é mesmo os jardins onde poderás contemplar as mais diversas actividades quotidianas das diferentes gerações de Pequim: Tai Chi, ping-pong, grupos de dança, artes marciais, lançamento de papagaios de papel, caligrafia com água no chão de cimento, jogos tradicionais ou apenas transeuntes.
Durante a semana do Ano Novo Chinês, este silencioso parque perde toda a sua calma pois é casa da tradicional Feira do Templo, uma confusão de barraquinhas, comidas, souvenirs, incenso e lanternas um pouco por todo o lado.
Um bónus desta sugestão é o Jin Ding Xuan, na entrada norte do parque – um restaurante de dumplings bem conhecido localmente, aberto 24h e acessível a todas as carteiras. Perfeito para brunch, jantares ou ceias tardias!

4) Grande Muralha da China

                                  Grande Muralha da China
Visitar a China e não ver a Muralha será como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Incontornável (quase literalmente), foi construída ao longo de dois milénios e durante várias dinastias, teoricamente como estrutura militar de defesa. Hoje, este símbolo máximo do país é um ponto turístico de renome tanto para visitantes como para locais.
Eu não fujo à regra e, seja qual for a estação do ano, passear na Grande Muralha da China continua a ser um dos meus passeios preferidos para passar um dia afastado do caos da cidade de Pequim. O que é menos óbvio nesta sugestão são os trechos a visitar, de forma a evitar armadilhas turísticas ou pedaços da muralha com mais pessoas que tijolos.
Curiosamente, a Muralha não é uma linha contínua, não é uma estrutura única mas sim um conjunto de trechos que variam de região para região! Assim, aconselho vivamente a evitar secções como Badaling ou Mutianyu, efectivamente mais próximas de Pequim mas sem qualquer tipo de feeling original ou autêntico.
A minha sugestão passa por investir um pouco mais de tempo na deslocação e visitar Jinshanling, a 130Km de Pequim, ou Huanghua, a 70km da capital. A primeira é apelidada de “Paraíso para Fotógrafos”, dada a sua estrutura que serpenteia através das montanhas; a segunda, traduzida como “Flor Amarela”, apesar de ser um percurso menor, é uma excelente combinação de montanha, lagos, passagens estreitas e torres ainda originais, o que confere uma beleza natural envolvente bastante única.

5) Bairro artístico 798

                                 Distrito de arte 798, Pequim
Também conhecido como distrito de arte, o 798 é um antigo complexo militar fabril hoje dinamizado como pólo e centro da cena artística em Pequim. A sua estrutura e arquitetura original foram mantidas, pelo que são abundantes os grandes armazéns, tubos, ventilações, passagens estreitas e edifícios simples.
No 798 existe um pouco de tudo, desde variada oferta gastronómica internacional, comida de rua típica, muitos cafés, exposições temporárias, galerias de arte, lojas de autor, uma exposição 3D e até uma linha de comboio inactiva. A escolha é imprevisível, a qualidade também. A velocidade com que abrem e fecham lojas, exposições ou galerias torna a 798 uma zona muito efervescente, dinâmico e surpreendente.
Os grafitis decoram grande parte das paredes e as instalações artísticas (umas mais estranhas que outras) não deixam que exista um metro de espaço sem cor ou interesse. É perfeito para um almoço seguido de um passeio sem rumo para te deixares surpreender, até ao entardecer. Não estranhes se passares por uma quantidade significativa de noivos em pose, pois o bairro artístico 798 é agora um lugar da moda para fotos de casamento.

sábado, 9 de abril de 2016

Albergues para toda família!

                                      Albergue YHA em Londres. Foto: Divulgação

Foi-se o tempo em que filhos eram desculpa para não viajar. Com a tendência de queda no preço de passagens áreas, muitas famílias têm trocado as férias no cinema e na casa dos parentes por viagens inesquecíveis, que agradam a todos e fogem das tradicionais férias na Disney. Como as famílias mochileiras estão cada vez mais na moda, o turismo passou a oferecer vantagens e mais facilidades para quem resolve encarar a estrada com a prole na bagagem e ficando em albergues.
Grande parte dos hotéis e pousadas já não cobram as diárias de menores de nove anos de idade; lanchonetes e restaurantes também entraram nessa linha e muitos ou não cobram pelo prato da criançada ou oferecem o menu infantil, que é bem mais barato do que o usual. A entrada para museus e parques também costuma ser bem mais barata, ou mesmo gratuita para os menores de 12 anos. E para estimular de vez os programas em família, em qualquer lugar que se vá atualmente, se encontram carrinhos de bebê para passear com os pimpolhos, sem custo algum para os pais.
                                             Albergue com vista para St. Pancras em Londres. Foto: The Wingy, Flickr
Com tantas facilidades, o mais importante na hora de decidir a viagem com a turma é escolher com atenção a acomodação. Uma ótima alternativa para economizar na viagem é se hospedar em pousadas ou albergues, com estrutura para acomodar famílias. Na prática, isso significa procurar por albergues que tenham quartos privativos para três, quatro, cinco pessoas, com banheiro próprio, e se possível, cozinha à disposição. No caso dos que viajam com bebês, é essencial checar se o estabelecimento dispõe de berços também. Muitos albergues já estão preparados para atender famílias e só precisam ser comunicados com antecedência das necessidades dos viajantes para oferecer a melhor estadia.
Tem albergues em Londres, por exemplo, o albergue YHA London St Pancras passou recentemente por uma reforma milionária para se preparar exatamente à acomodação de famílias. Foram construídos quartos familiares, com opção de berços para os bebês, instalaram internet Wi-Fi nas salas comuns e inauguraram um restaurante com funcionamento estendido das 7h30 às 22hs. Além disso, o albergue fica próximo a diversas atrações incríveis para as famílias: o London Zoo, a British Library, o British Museum e os vibrantes mercados de Camden.
                                         Um dos quartos super bem equipados no Boutiques em NY. Foto: Divulgação
Se a garotada já passou dos 18 anos e os passeios culturais e compras fazem parte do interesse geral da família, tem certamente a alternativa de albergues em Nova York, um destino a ser considerado. Mas como os preços com acomodação na cidade são salgadíssimos e a procura é bastante alta na alta estação, é importante reservar com antecedência para não acabar sem-teto na Big Apple! Uma ótima opção de acomodação familiar é se hospedar no Boutiques Hostel. O albergue fica na Broadway, no distrito dos teatros, próximo às linhas de metrô e ônibus. Apartamentos com cozinha, banheiro privativo, ar-condicionado, TV, DVD e cafeteira acomodam de duas a seis pessoas, a preços bastante acessíveis.
                                         Café da manhã da Pousada Aradhia, em Morro de São Paulo. Foto: Divulgação
Dentro do Brasil, também há muitas alternativas de acomodações familiares. Para os que curtem sombra e água fresca, longe da agitação de Salvador, mas no coração da Bahia, Morro do São Paulo pode ser um bom destino. A graciosa Pousada Aradhia dispõe de quartos triplos e quádruplos com banheiro privativo, para acomodar as famílias. São apartamentos decorados com todo o bom gosto, ar condicionado, TV, frigobar, rede nas varandas e café-da-manhã tropical incluso na diária, tudo em uma atmosfera tranquila e agradável.
                                          Hostel Natura em Foz do Iguaçu. Foto: Divulgação
E para os que preferem ter uma experiência mais direta com a natureza, albergues em Foz do Iguaçu são uma excelente opção de viagem familiar. O Hostel Natura, localizado a oito quilômetros das Cataratas, tem uma infra perfeita para adolescentes. Eles possuem uma área recreativa com internet Wi-Fi 24 horas, Play Station, mesa de sinuca, jogos de tabuleiro, CDs e DVDs e TV com mais de 250 canais, perfeito para entreter a molecada nos dias de chuva. Para os dias de sol, piscina, lagos para nadar e quadra de vôlei. Além disso, fica à disposição dos hóspedes uma cozinha equipada, o que é uma mão na roda para quem está com a criançada. Há quartos com banheiros privativos para até quatro pessoas e área de camping para os que preferem uma experiência mais alternativa também. Com tantas atrações, é bom ter muitos dias de férias, porque pode até falar tempo para ver as Cataratas!
Tendo escolhido o destino das férias, é só fazer um seguro saúde, colocar a mamadeira (e/ou o patinete, a Barbie e o CD do Justin Bieber) na bagagem e entrar na brincadeira; porque sair de férias com a molecada hoje em dia virou diversão pra família inteira!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Vivendo e aprendendo: Montevidéu

Mercado del Puerto em Montevidéu. Foto: GC/Blog Vambora

Algumas coisas que você deve saber se está com vontade ou vai fazer uma viagem para Montevidéu no Uruguai:

- O aeroporto de Carrasco em Montevidéu é impressionante!!! Me deixa com MUITA, mas muita vergonha dos nossos aqui no Brasil. Grande, moderno e atenção mulheres: com um freeshop incrível!!! Muita variedade é ótimos preços! Vale garantir um tempinho para aproveitar.

Aeroporto de Carrasco em Montevidéu

- Casa de câmbio do aeroporto?! Como na maioria dos lugares, é exorbitante a diferença. Troque somente o necessário para o taxi e depois faça o câmbio na cidade mesmo. Uns 900 pesos uruguaios (menos de R$ 100) devem ser suficientes para você ir do aeroporto para seu hotel, em qualquer parte da cidade.
Do aeroporto para o hotel? Há linhas de ônibus que fazem o trajeto de lá para as principais rodoviárias e estações da cidade; bom para quem está com mala pequena e vai no verão. No inverno, o frio é cruel e ficar esperando o ônibus por lá, no vento, não é legal. Há taxis do aeroporto, mas o mesmos cobram uma taxa “especial” (diga-se, bem mais cara) que os taxis normais. Para dar uma economizada, depois de fazer a reserva no seu hotel, peça que eles enviem um taxi para buscar você. Economia de uns 50%!
- Os taxis de Montevidéu são velhinhos mesmo e possuem uma janela dividindo o motorista dos passageiros. Nada daquele bate papo entre motorista e passageiro. O pagamento é feito através de uma tabela de conversão: tantos km rodados = Valor na tabela.
Taxis em Montevidéu
- Os ônibus são uma ótima maneira de passear por Montevidéu. Baratos (cerca de 18 pesos, ou mais ou menos R$ 1.80), limpos, frequentes, nada lotados e bem óbvios de serem usados! Na frente de cada um, um letreiro colorido indica o ponto final: Carrasco? Vai para Carrasco! Ciudad Vieja? Vai para cidade velha! Sem pagadinhas!
- Além do El Palenque no Mercado Del Puerto, outros restaurantes em Montevidéu que vale experimentar são o Francis e o El Viejo y Querido, nos bairros de Pocitos e Carrasco. A Mousse de Dulce de leche do Francis e o Clericot (uma sangria feita com vinho branco) do El Viejo, foram, respectivamente, a melhor sobremesa e a melhor bebida experimentada nos últimos tempos. MUITOOO BOMM! Vale a visita por isso, alem dos ambientes super charmosos e preços ótimos!
Sobremesa no Restaurante Francis
Onde se hospedar em Montevidéu? Indico totalmente os bairros de Pocitos e Punta Carretas. A região central é mais barata, mas durante a noite, perambular entre os diversos bares, restaurantes e lojas de Pocitos é MUITO melhor do que fazer isso no centro. Além disso, a Rambla (o calçadão dos uruguaios em frente ao rio da Prata) fica pertinho e uma volta nele é sempre um passeio gostoso.
Em Punta Carretas fiquei no Regency Golf, meu primeiro hotel boutique da vida! Quartos espaçosos, confortáveis, lindos (alguns com até vista para o rio), café da manhã ótimo e o melhor:localização de primeiríssima, praticamente em frente ao shopping Punta Carretas (fácil transporte para toda cidade) e distância de 2 quadras da Rambla e dos bares e restaurantes mais legais da cidade.Custo x benefício de primeira!
Hotel Regency Golf Montevideo
Quantos dias? Um final de semana prolongado (chegando na sexta e indo no domingo a noite ou segunda de manhã) é perfeito para conhecer a cidade e dizer que viu quase tudo, turisticamente interessante. Se a vontade é passear e descansar, um feriado prolongado cai perfeitamente na cidade, sendo 4/5 dias ideais para aproveitar tudo sem correria e ainda fazer algum bate e volta (seja para Punta Del Este, seja para Colônia Del Sacramento – as duas outras cidades mais turísticas do país).
Sabendo disso, Vambora então quando para Montevidéu?

terça-feira, 5 de abril de 2016

7 dicas do Atacama: o essencial para planejar a sua viagem

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O deserto do Atacama é um dos lugares mais espetaculares do mundo. Para nossa sorte, está aqui do ladinho, no Chile, e basta uma viagem curta para conhecer suas principais paisagens, sem deixar nenhum passeio importante de fora. Quer montar um roteiro redondo pelo deserto? Então aproveite essas dicas do Atacama:

1 | Qual a melhor época para visitar o Atacama?


O deserto do Atacama é um destino para o ano inteiro. Viajando em qualquer mês você vai experimentar temperaturas tanto altas quanto baixas — a grande amplitude térmica é uma das principais características dos desertos. Para quem não tem medo de frio, a recompensa de viajar no inverno é encontrar paisagens nevadas. Para quem só pode viajar durante o verão, a boa notícia é que os passeios costumam acontecer ou cedo pela manhã, ou no final da tarde, fora do horário de calor mais intenso. (O inconveniente-surpresa, na verdade, são as chuvas — sim, chuvas! — que de vez em quando aparecem entre dezembro e março, durante o chamado “inverno altiplânico”.) Se você pode viajar na primavera ou no outono, tanto melhor; fora da altíssima temporada, hotéis vão ter tarifas 
melhores, e a variação de temperatura ao longo do dia vai ser menos drástica.
Caso você pretenda fazer a (recomendadíssima!) observação de estrelas, atenção ao calendário lunar: as sessões não acontecem durante a lua cheia.
dicas do atacama passeios salar de tara

2 | Quantos dias são necessários para uma viagem ao Atacama?


Você precisa de 6 dias para uma viagem ao deserto do Atacama sem deixar nenhum dos principais passeios de fora do roteiro: além de um dia para a chegada (e agendamento de passeios), 4 dias de tours pelo deserto, e mais outro dia para a volta pra casa.
Não tem esse tempo todo para a viagem? Com 5 dias ela também vale o deslocamento e a grana investida, embora você possivelmente vá precisar encarar a difícil tarefa de limar do roteiro pelo menos um dos passeios que dão dó de perder.
Se você só tem 4 dias ou menos, melhor esperar por outra oportunidade para fazer a viagem – pode acreditar.

3 | Onde se hospedar no Atacama?


dicas do atacama tierra atacama

O pequeno vilarejo de San Pedro de Atacama é a base para se conhecer o deserto. Se puder bancar os hotéis mais bacanas, que têm passeios e refeições inclusas, não hesite nem por um segundo. O serviço prestado é de alto nível, e a experiência no deserto vai ser ainda mais especial.
Se o bolso não permitir, fique tranqüilo: no centrinho do vilarejo, bem onde estão as agências de receptivo, restaurantes e lojinhas, há pousadas charmosas e confortáveis.

4 | Quais são os melhores passeios no Atacama?


dicas atacama passeios geysers del tatio

Nas agências de receptivo de San Pedro de Atacama e nos hotéis que organizam os próprios tours são oferecidos passeios para todo perfil de viajante, seja o seu barato a arqueologia ou os esportes radicais. Mas há um certo consenso sobre as paisagens principais do deserto, aquelas que não se deve sair do Atacama sem conhecer:
  • O Valle de La Luna e o Valle de La Muerte;
  • O Salar de Atacama;
  • As Lagunas Altiplánicas;
  • O Salar de Tara;
  • Os Geysers del Tatio.
Todos esses lugares podem ser visitados em passeios que partem de San Pedro de Atacama e são organizados pelas agências locais. O passeio mais longo é o de Salar de Tara, que toma manhã e tarde completas. A dupla Valle de La Luna/Valle de La Muerte e o Salar de Atacama ficam mais perto do centrinho de San Pedro e podem ser visitados em um mesmo dia, ou combinados com outras atividades.
Complete o roteiro com cavalgada, trekking, passeio de bicicleta, flutuação na Laguna Céjar, banho em águas termais nas Termas de Puritama. O Atacama é um dos melhores lugares do mundo para observação de estrelas, e vale muito a pena reservar uma noite para um tour astronômico.

5 | Todo mundo passa mal com a altitude no Atacama?


Não é regra, mas é comum sentir um efeito ou outro da altitude enquanto o corpo se adapta: dor de cabeça, tontura, falta de ar ou enjôo são comuns. Para evitar o mal estar:
  • Comece os passeios por aqueles em menor altitude;
  • Pegue leve nas bebidas alcoólicas e não faça refeições pesadas;
  • Tome água em pequenos goles, o tempo todo;
  • Caminhe com calma e respeite o seu ritmo.

6 | O que levar na mala para o Atacama?


dicas atacama passeios geysers del tatio

Fazer mala para o Atacama é praticamente comprar um desafio: já imaginou ter biquíni, camiseta, gorro e cachecol dentro de uma mesma bagagem, e efetivamente usar tudo isso?
Um bom traje para passeios em qualquer estação do ano é camiseta, calça esportiva e jaqueta corta-vento, levando junto na mochila um agasalho mais quente, como um fleece, para os tours de maior altitude (Lagunas Altiplánicas, Salar de Tara). No passeio dos Geysers del Tatio, que acontece muito cedo pela manhã, mesmo nos meses de mais calor as temperaturas são negativas, e é preciso ir muito bem agasalhado: meias e segunda pele térmicas, blusa de manga comprida, calça quentinha, um bom casacão de inverno, gorro, luvas e cachecol.
No verão, use bermuda para passear na cidade ou em tours em menor altitude, onde vai estar mais quente (Valle de La Luna/Valle de La Muerte, Salar de Atacama). No inverno, reforce a mala com blusas de manga longa.

dicas atacama passeios valle de la luna

Os calçados ideais para este tipo de viagem são aqueles de trekking, mas tênis de caminhada bastam para fazer os principais passeios com conforto.
Leve também roupas de banho para os passeios com mergulho em águas termais ou lagoas (Geysers del Tatio, Termas de Puritama, Laguna Cejar).
Além disso, é primordial, essencial e importantíssimo (frisei o suficiente?) não esquecer de colocar na mala:
  • Óculos de sol – e nem tente visitar os Salares sem eles;
  • Colírio ou soro fisiológico contra a falta de umidade e a poeira;
  • Hidratante para o corpo e para as mãos;
  • Chapéu ou boné para não queimar o cocuruto;
  • Filtro solar dos bons, que o sol por lá não é brincadeira;
  • Protetor labial;
  • Lenços de papel e gel antisséptico, que muitas vezes o banheiro é ao ar livre, se é que você me entende.

7 | Que moeda levar para o Atacama?


dicas do atacama Peso chileno

Se você vai direto ao Atacama, sem se hospedar antes por alguns dias em Santiago, leve dólares. A cotação do dólar é melhor do que a cotação do real em San Pedro de Atacama, embora, na realidade, as casas de câmbio no vilarejo sejam bastante informais e não tenham cotação exatamente boa para nenhuma das duas moedas. A cotação do dólar em San Pedro de Atacama em janeiro de 2016 era a mesma praticada no aeroporto de Santiago (ou seja, a pior cotação de Santiago é a melhor cotação de San Pedro).
Aproveite para usar o cartão de crédito sem se remoer tanto pelo peso do IOF; o câmbio de pesos chilenos para dólar será melhor do que o oferecido pelas agências locais. (Claro que o risco de desvalorização do real até o vencimento da conta existe, mas se o real não desvalorizar é possível que o cartão de crédito seja o melhor negócio.)
Não se esqueça que para conseguir isenção de 19% de IVA no seu hotel você precisará pagar em dólar vivo ou com cartão de crédito. (Se o hotel não estiver pré-pago, leve dólares vivos para pagar a hospedagem lá.)
Se você vai ao Atacama depois de uma estadia em Santiago, leve reais ou dólares para trocar na capital antes de seguir viagem para o deserto. As casas de câmbio do centro e dos bairros principais de Santiago têm as melhores cotações.
Cartões de crédito são aceitos em muitas lojas, restaurantes, hotéis e agências de receptivo, e existe caixa automático no centrinho do vilarejo para saques de emergência.
E não custa nada repetir: não vale a pena comprar pesos chilenos no Brasil. A cotação parece vantajosa, mas é enganosa: a margem de lucro das corretoras ao comercializar moedas fracas é muito maior do que a que obtém vendendo dólar.

domingo, 3 de abril de 2016

Destinos nacionais para curtir a Lua de Mel!

“Quem casa quer casa”, mas antes quer uma linda e perfeita lua de mel, concorda? Contudo, aquele momento à dois, às vezes, é deixado de lado pela falsa ideia de que a noite de núpcias pede um elevado investimento, ou um planejamento sem fim. Mas, de norte a sul do Brasil você encontra lindos destinos para curtir a lua de mel, mesmo com o orçamento apertado!
Quer algumas ideias? Veja as opções de destinos para todos os gostos e bolsos que escolhemos para você!

Costa do Sauípe – Bahia

Começamos nossa lista com um destino para aqueles noivos que querem curtir a lua de mel em grande estilo. Esse cantinho do litoral baiano fica na região de Mata de São João e possui um aglomerado de 5 hotéis que vão desde o básico até um resort de luxo. Sauípe é considerada o maior complexo de turismo do Brasil e por aqui acontecem festas durante o ano inteiro.


Como destino de lua de mel é perfeito por inúmeros motivos. Além de você conseguir ótimos lugares para se hospedar, o cenário contribui completamente para o clima romântico que o momento pede. O mar verde, a praia praticamente deserta e cercada por coqueirais incríveis vai, com certeza, proporcionar os melhores primeiros dias de casados.
É comum ver casais circulando pela Costa do Sauípe Costa do Sauípe e com uma boa programação você vai adorar passar sua lua de mel aqui!

Bonito – Mato Grosso do Sul

Nós já demos 7 motivos para conhecer Bonito, no Mato Grosso do Sul. Essa cidade é uma das mais procuradas por viajantes amantes da natureza e da geografia brasileira. Bonito já foi citada muitas vezes em guias nacionais e internacionais como sendo um dos “eco destinos” mais queridos do nosso país. Se o casal ama destinos ecológicos, não dispensa uma boa trilha e curte mergulhar, que tal passar a lua de mel por aqui?
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Lindas cachoeiras, lagos de águas transparentes, uma rica fauna e flora e momentos a dois que com certeza ficarão guardados para sempre na memória do casal. Vocês terão aproximadamente 5 mil quilômetros de área preservada para explorar, pela quantidade de dias que desejarem. Tem muito o que fazer em Bonito.
O melhor de tudo é que Bonito é um destino para todos os bolsos e gostos. Se vocês não reservaram um valor maior no orçamento do casamento para a lua de mel, não tem problema. Vocês podem optar por hotéis mais bem estruturados, com ares de resorts paradisíacos ou se aventurarem pelas trilhas e campings da região, como a famosa Trilha do Mirante, no Parque Ecológico do Rio Formoso.

Fernando de Noronha – Pernambuco

A ilha de Fernando de Noronha é um destino dos sonhos para qualquer brasileiro. Muito se fala sobre esse lugarzinho paradisíaco de Pernambuco e a boa fama da ilha não cresceu à toda. Cada ponto de Fernando de Noronha é de encher os olhos. Chegar aqui custa um pouco mais do que o acesso à muitos destinos brasileiros, mas com a programação financeira correta você consegue curtir o destino em sua lua de mel e sem grandes exageros.

Por ser uma reserva completamente preservada, chegar em Fernando de Noronha vai pedir um investimento de pelo menos dois mil reais, independente da época da sua viagem, porém, pousadas, hotéis e muitos passeios podem custar menos se você casar e viajar em meses onde o fluxo de turista é baixo. Curtir as praias, praticar mergulho, fazer trilhas ecológicas, ou circular por pontos históricos importantes da ilha são alguns dos muitos atrativos e das programações para Fernando de Noronha. Você com certeza terá muitas opções de o que fazer na ilha enquanto estiver por aqui.

Gramado – Rio Grande do Sul

Em casadinha com Canela, a cidade serrana de Gramado, no Rio Grande do Sul, é aquela gostosura de destino para lua de mel de casais que procuram um local mais romântico e aconchegante para passar seus primeiros dias de casados. Dependendo da época da sua viagem, você encontrará atrativos incríveis por aqui. O Natal Luz, em dezembro, por exemplo, é quando a cidade fica repleta de turista e aquele clima lúdico do Natal toma conta de tudo. Vale muito a pena conhecer Gramado nessa época do ano.
Mas, quem pensa que só de inverno vivem as cidades serranas, engana-se bastante! Gramado oferece muitas atrações durante o verão e também se torna um cantinho mais que especial para uma viagem a dois. O popular Lago Negro, por exemplo, ganha ares e flores totalmente diferente na estação mais quente do ano e um sol caprichado dará bem mais luz aos seus passeios. Que tal experimentar a dica?

Jericoacoara – Ceará

O pedacinho do paraíso na terra está no Ceará, Nordeste do Brasil. A querida Jeri é uma praia do litoral Norte do estado e que guarda belezas incríveis. Com um dos pores do sol mais incríveis que você apreciará em sua vida, a praia de Jericoacoara é também destino preferido de casais durante o ano inteiro. Por aqui você encontrará atrativos para todos os gostos e bolsos.


Com muitos passeios e praias para curtir, encontrar o que fazer em Jericoacoara não será uma atividade muito complexa. Não deixe de fazer os passeios tradicionais, como visitar a Pedra Furada, andar de bugre pela costa até Jijoca, curtir um final de tarde na duna do pôr do sol e caminhar pelas ruas pequeninas admirando a cenário rústico dessa graciosa vila de pescadores cearenses.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

O que visitar em Veneza

1. Praça São Marcos

É, inevitavelmente, o grande salão de visitas de Veneza, ou como escreveu o poeta parisiense Alfred de Musset, a Praça São Marcos é o salão mais elegante da Europa. Elogios à parte, esta imponente praça, iniciada no século IX, é um preâmbulo à cidade, é onde primeiro se sente o ritmo de Veneza. Turistas de máquina fotográfica em punho cruzam-se com venezianos, comerciantes de ocasião e gaivotas que voam embevecidas. E nós de olhar erguido perante o espetáculo patrimonial: daqui avista-se o Grande Canal, o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio, a Antiga Procuradoria, a Ala Napoleónica, o Campanário de São Marcos, a Biblioteca Marciana.
Praça São Marcos, Veneza

2. Basílica de São Marcos

Magnificente, esta catedral obriga-nos, quer vista de fora, quer no interior, a erguer o pescoço até ao céu, num misto de espanto e admiração, mesmo para os menos religiosos, ou menos sensíveis à arquitetura. É impossível ficar indiferente a tamanha grandiosidade, até porque é considerada uma obra-prima da arte bizantina fora do Império do Oriente aonde acorrem milhares de peregrinos. No dia em que a visitamos, o exterior da Basílica estava em trabalhos de restauro e recuperação.
Visitar Veneza: Basílica de São Marcos

3. Campanário

É considerado o prédio mais alto de Veneza, com 98,5 metros, construído no século IX até o século XII. Em 1902 colapsou e a forma atual é de 1912. É denominado de “O Senhor da Casa” pelos venezianos e, no topo, além de se poder ter uma vista aérea panorâmica sobre o Grande Canal, a Praça São Marcos e a Lagoa, está uma estátua de três metros do Arcanjo Gabriel, assente num cata-vento. Os venezianos creem que quando o anjo gira em direção à Basílica significa que a Acqua Alta está a a chegar.
Campanário Catedral São Marcos, Veneza

4. Palácio Ducal

A visita a este Palácio monumental, construído entre 1309 e 1424, exige já por si, praticamente, umas boas 3 horas da nossa agenda, devido à tamanha riqueza patrimonial que ali se encontra. É considerado uma obra de arte, símbolo da arquitetura gótica e foi “casa” do doge, dirigente máximo da República de Veneza. A entrada é mesmo por baixo da arcada do século XII e tem um itinerário secreto que deve ser marcado com antecedência: uma visita guiada por pequenas celas, entre as quais onde esteve Giacomo Casanova, a Sala dos Inquisidores, espaços de controlo e poder, entre outros.
Palacio Ducal, Veneza

5. Ponte dos Suspiros

É um dos pontos inevitáveis em Veneza. Olhar esta ponte que faz a ligação entre o Palácio Ducal (símbolo, também da Justiça, da República de Veneza) ao antigo Presídio, Prigioni Nove, é um recuo no tempo, até porque a lenda que se lhe associa remete a nossa imaginação para o passado, para o tempo em que os prisioneiros, ali suspiravam pelo dia da liberdade, pois era dali que vislumbravam a cidade pela última vez, antes da reclusão.
Veneza: Ponte dos Suspiros

6. Riva degli Schiavoni

Este é um dos grandes calçadões de Veneza, que vai desde o Palácio Ducal, em direção este, a Santa Elena, região conhecida pelo parque e por ser casa da Bienal de Veneza. É um calçadão conhecido mundialmente, movimentado, construído no século IX aonde acorriam os pescadores do mar Adriático. Neste percurso encontra-se a estátua em homenagem a Victor Emanuel II e a Igreja de Santa Maria della Visitazione, a Pietá local.
Gôndolas em Riva degli Schiavoni

7. Santa Elena

Seguindo pela Riva del Schiavoni chegamos a um pequeno oásis veneziano. Sant’Elena, no Sestiere de Castello, é considerado o lado mais sereno de Veneza, um “bairro” tranquilo, longe do barulho turístico do centro de Veneza. É comum, por aqui, ver-se famílias a passear, várias pessoas a fazer jogging ao final do dia, casais a namorar, jovens de bicicleta. Perto fica a Igreja de Santa Elena e os jardins da Bienal de Veneza. Esta área é ideal para passear, e parar a apreciar o pôr-do-sol, quando o tempo assim convida.
Santa Elena, Veneza

8. Ponte Rialto e o Grande Canal

É uma das quatro pontes majestosas que une as margens do Grande Canal e considerada um dos ex-líbris de Veneza. Por baixo dos arcos quebrados que ostenta passam, diariamente, centenas de embarcações e dela avista-se o horizonte líquido da cidade. A Ponte Rialto, a mais antiga da cidade, foi construída entre 1588 e 1591 e projetada por António da Ponte. Tem duas rampas em escadas dos dois lados e além de charmosa e movimentada é, habitualmente, o ponto de referência para encontros. Durante o Verão, à noite, é comum os jovens dedicarem-se à audácia de saltar dela para o grande canal, como se uma piscina tratasse. Ideal para ver a cidade a começar, ou o dia a findar, a preparar-se para a movida da noite.
Visitar Veneza: Ponte Rialto