segunda-feira, 16 de maio de 2016

O que fazer em Roma

Seria necessário viver muitas vidas, ou ser um turista em tempo integral, 365 dias por ano, para tentar conhecer tudo aquilo que Roma tem a oferecer. Afinal, são mais de 2.760 anos de história, desde a sua fundação.
Mas se Roma é ligada sobretudo às suas antiguidades e ruínas, também é verdade que há muito mais a ser descoberto: da street art à arquitetura moderna, passando pela lenta mais inexorável modernização (sem radicalizações ou exageros) da gastronomia local. Aqui estão um punhado de dicas para você curtir o melhor de Roma.

#1 Obras-primas expostas gratuitamente dentro das igrejas romanas

Caravaggio em San Luigi dei Francesi, Roma

Muito daquilo que em outras cidades do mundo se encontram dentro dos museus, em Roma pode ser visitado (gratuitamente) dentro das igrejas romanas.
Há pelo menos dois “roteiros” para os amantes da pintura e da escultura: o primeiro é visitar as três igrejas romanas que, no total, hospedam seis quadros de Caravaggio. São elas: a Basílica de Santa Maria del Popolo (Piazza del Popolo), a Igreja de San Luigi dei Francesi e a de Santo Agostino (ambas entre o Panteão e Piazza Navona).
Se além dos Caravaggios, você também quiser admirar bem de pertinho algumas das esculturas mais belas de Michelangelo, o conselho é contemplar o Cristo Redentor, na Basílica de Santa Maria Sopra Minerva (coladinha no Pantheon), e o Moisés na Basílica de San Pietroin Vincoli (ali pertinho do Coliseu).
Enquanto a maioria dos visitantes se acotovela para ver (e fotografar!) a Pietà, na Basílica de São Pedro, as demais esculturas do génio renascentista passam quase despercebidas pela maioria dos turistas.

#2 Vistas panorâmicas de Roma (simplesmente brutais)

A cidade de Roma vvista do terraço Vittoriano

Uma das maiores emoções que Roma pode reservar é ser admirada do alto. Há inúmeras possibilidades, das mais famosas às mais inusitadas, das pagas às gratuitas.
O panorama da cidade revela inúmeras surpresas aos olhos mais curiosos e atentos. Como num quebra-cabeça, há uma mistura eclética de estilos: cúpulas barrocas, palácios renascentistas, ruínas da antiguidade e de época medieval, e até arquiteturas do séc. XX e XXI.
Um dos aspetos mais belos das vistas panorâmicas é ter a oportunidade de contemplá-la longe das massas, pois Roma é uma cidade com forte presença de visitantes durante todo o ano. Algumas das melhores vistas são: o terraço panorâmico do Vittoriano, o terraço panorâmico do Coliseu (geralmente aberto de abril até novembro), os seis miradouros (mirantes) do Palatino, o Gianicolo (um miradouro com jardim que se debruça sobre o Trastevere), o terraço panorâmico do Castelo Santo Ângelo e também a cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

#3 Roma também tem arquitetura moderna e street art

O que fazer em Roma: Street art em Tor Marancia

A linha do tempo de Roma é comprida demais, o que nos permite contemplar achados antiquíssimos. Mas, se é verdade que a cidade é lembrada sobretudo pelas suas antiguidades, Roma está viva e continua deixando um legado para os séculos e gerações vindouras.
Grandes arquitetos de fama internacional contribuíram recentemente com novas construções: a iraniana Zaha-Hadid (MAXXI, Museo dele Arti del Secolo XXI), o americano Richard Meier (a Ara Pacis de Augusto) e o italiano Renzo Piano (Auditorium Parco della Musica).
Se nas áreas mais centrais temos a presença de grandes arquitetos, é na periferia (e non solo!) que a arte de rua encontra a sua força. Demorou, mas a street art fincou seus pés na Cidade Eterna, reunindo os melhores artistas locais e internacionais.
Nomes como Alice Pasquini (por muitos considerada a “Bansky italiana”), Blu (famoso artista italiano cujo nome verdadeiro permanece no anonimato) e Vhils, pseudónimo do street artist português Alexandre Fartodeixaram seu legado nas ruas de Roma. Fundamental ir ao bairro de Tor Marancia e também conhecer o projeto Ostiense District.

#4 A Intimidade da Cidade Eterna nas primeiras horas da manhã

Visitar Roma: Piazza Navona

Pode parecer loucura sugerir que alguém acorde cedo, bem cedo, durante as férias. Mesmo correndo o risco, aconselho em alto e bom som a ir para a rua nas primeiras horas da manhã.
Ver a Fontana di Trevi vazia e escutar a sinfonia musical das águas que dela jorram é uma experiência única. E que tal dali ir também até a Piazza del Campidoglio e, de lá, ver as ruínas do Fórum Romano? Seu passeio perfeito e silencioso pode terminar na Piazza Navona que, nas primeiras horas do dia, proporciona um espetáculo único: admirar as suas fontes majestosas (inclusive a mais famosa, a Fonte dos Quatro Rios, de Gian Lorenzo Bernini) como se elas fossem exclusivamente suas.
O melhor horário para contemplar essas maravilhas é volta das 7:30 da manhã.

#5 Comida de rua entre tradição e “nuovacucina

Pizzas gourmet de Gabriele Bonci

Em Roma sempre existiu uma forte tradição de comida de rua local. Muitos antes que se falasse maciçamente de street food, já saímos por aí a comer supplìs (um delicioso “croquete” de arroz com tomate, recheado com mozarela) e a famosa pizza al taglio, pedaços de pizza quentes que podem ser combinados com qualquer ingrediente.
Muitos novos chefs aproveitaram a ocasião e uniram essa forte tradição local aos ventos da “nova cozinha”. Hoje, a comida de rua tradicional (daquelas antigas rotisserias italianas com mammas e nonnaspilotando o fogão) convive pacificamente com a comida de rua moderna e ousada… ma non troppo!
Locais que não decepcionam: Forno Campo e Forno Roscioli (duas panificações famosas no Campo de Fiori), Supplizio (Campo de Fiori) Bonci Pizzarium (nos arredores dos Museus Vaticanos), e La Pizza del Teatro (nos arredores da Piazzaavona).

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